A Dona do Pangaré (Sebastião Victor e Pereira)

Na querência que eu estou morando eu conheço uma flor de mulher
Ela vive me olhando ligeiro e demonstrando assim que me quer
Alguns dizem que ela namora mais ainda não sei com quem é
Qualquer dia suspendo essa prenda na garupa do meu pangaré

Um sujeito que foi noivo dela diz que vai dar um tiro em meu pé
Valentia pra mim não resolve falo e provo se alguém quiser
Não adianta querer me por medo eu enfrento o perigo que vier
Pois eu levo comigo essa prenda na garupa do meu pangaré

Resolvi a mudar de querência longe de invejosos crué
Mas primeiro vou falar com ela pra evitar um enredo qualquer
Terminando esta onda danada aproveito então a maré
Escondido eu levo esta prenda na garupa do meu pangaré

Ela indo embora comigo combinamos bem se Deus quiser
Eu vou ter quem me faça carinho e as vezes um bom cafuné
Santo Antônio será nosso guia porque nele sempre eu tive fé
Já notei que esta linda prenda vai ser dona do meu pangaré
Já notei que esta linda prenda vai ser dona do meu pangaré