Berrante de Ouro (Carlos César e José Fortuna)
Nesta casinha junto ao estradão faz muito tempo eu parei aqui
Vem minha velha vamos recordar quantas boiadas eu já conduzi
Fui berranteiro e ao me ver passar você surgia me acenando a mão
Até que um dia eu aqui fiquei preso no laço do seu coração
Vê ali está, o meu berrante no mourão do ipê
Vou cuidar melhor porque foi ele que me deu você
Me lembro o dia que eu aqui parei naquela viagem não cheguei ao fim
Foi à boiada e com você fiquei e os peões dizendo adeus pra mim
Vem minha velha veja o estradão e o berrante que uniu nós dois
Nuvens de pó que para traz deixei recordações dos tempos que se foi
Vê ali está, o meu berrante no mourão do ipê
Vou cuidar melhor porque foi ele que me deu você
Daquele tempo que bem longe vai o meu berrante repicando além
Ecos de choro vindo do sertão ao recordar fico a chorar também
Não é de ouro meu berrante não mas para mim ele tem mais valor
Porque foi ele quem me deu você e foi você quem me deu tanto amor
Vê ali está, o meu berrante no mourão do ipê
Vou cuidar melhor porque foi ele que me deu você