Miragem das Flores (Tião do Carro e José Caetano Erba)

Segui a mira perfumada da florada porque pensei que lá eu fosse te encontrar
E você jogou veneno sobre as flores, pra que eu morresse quando fosse te beijar
Te vi sentada lá no colo do infinito, das mesmas bandas do lugar que mora Deus
Você forrou de nuvens negras o meu céu, pra que eu não visse nem sequer os olhos teus
Pedi pra lua, pra estrelas no infinito, pra que clareasse um pouquinho em seu redor
E você quis colocar-me sobre as trevas, pra que eu não visse nem sequer a luz do sol

Mas antes disso eu te quis por ne uma ilha, num lugar lindo onde mora a fantasia
Você agitou as águas mansas dos meus mares e impedindo que eu fizesse a travessia
Escute apenas por favor o meu lamento ó deusa minha, por favor não faça assim
O pedestal que te ostenta nas alturas está apoiado no abismo sobre mim
Pedi pra lua, pra estrelas no infinito, pra que clareasse um pouquinho em seu redor
E você quis colocar-me sobre as trevas, pra que eu não visse nem sequer a luz do sol