No caminho desta vida muito espinho encontrei
Mais nenhum calou mais fundo do que este que eu passei
Na minha viagem de volta, qualquer coisa eu cismei
Vendo a porteira fechada e o menino eu não avistei
Apiei do meu cavalo num ranchinho beira chão
Vi uma mulher chorando, quis saber qual a razão
Boiadeiro veio tarde, veja a cruz no estradão
Quem matou o meu filhinho foi um boi sem coração
Lá pras bandas de Ouro
Fino levando o gado selvagem
Quando eu passo na porteira até vejo sua imagem
O seu rangido tão triste, mais parece uma mensagem
Aquele rosto trigueiro desejando me boa viagem
A cruzinha do estradão do pensamento não sai
Eu já fiz um juramento que não esqueço jamais
Nem que o meu gado estoure, que eu preciso ir atraz
Nesse pedaço de chão berranre te não toco mais