O Sertanejo (Sebastião Victor e Zé Maringa)
Sou filho de caboclo, eu moro no sertão
Num rancho beira chão que fiz pra mim viver
E quando chega a madrugada escuto a passarada
Cantando até o amanhecer
O dia vem surgindo no pasto o gado berra
Os canários da terra começam a cantar
Eu me levanto espreguiçando, na vida matutando
E vou pra roça trabalhar
A tardinha declina eu deixo meu roçado
Ouvindo o piado de um inhambu chitão
O sol que morre no poente renasce novamente
Trazendo a luz de outra manhã
A noite os vaga-lumes circulam a campina
Beijando a neblina da tarde que passou
Quem não contempla a natureza desconhece a beleza
Que Deus o nosso pai criou