Retrato de Carreiro (Mario Ramos de Souza e Edward de Marchi)

Eu sou um alegre carreiro e vivo a cantar
O meu carro eu vou carreando pras bandas de lá
Os bois vão marcando compasso na canga e nos cascos também
Vai carro e carreiro cantando no balanço que vai e vem
Roda meu carro roda, subindo e descendo o estradão
Faz suas trilhas compridas na areia branca do chão

Carreiro que é bom não precisa usar o ferrão
Carreiro que é bom toca o carro com o coração
Carreiro que é bom não tem pressa de ir e nem de voltar
Dê cá pra lá vai cantando, vem cantando dê lá pra cá
Roda meu carro roda, subindo e descendo o estradão
Faz suas trilhas compridas na areia branca do chão

Quem de longe ouvir o carreiro se reparar bem
Sabe se ele vai ou se ele vem
Porque o carreiro e o carro tem um segredo na voz
Leva alegria pra frente deixa saudade pra trás
Roda meu carro roda, subindo e descendo o estradão
Faz suas trilhas compridas na areia branca do chão