Ribeirão (Manoel Bruno Linhares)
Ribeirão, ribeirão, ribeirão
Não se cansa de correr dia e noite sem parar
Vem de lá das cabeceiras, vem rolando nas pedreiras, caminhando para o mar
Corta vale e dobra a serra descrevendo pela terra um destino uma missão
Numa estrada andejante lado a lado uma vazante coberta de plantação
Suas águas borbulhando, muitos peixes marulhando em maredas de arrebó
Branca espuma flutuante que nem flores radiante se abrindo para o sol
Ribeirão, ribeirão, ribeirão
Onde o gado mata a sede e um caboclo estende a rede e um anzol para pescar
E parece que na sua correnteza nasce a voz da natureza no sertão pra murmurar
Passando a nuvem chuvosa se quebra no ribeirão e as águas furiosas vão criando turbilhão
Os barrancos vão caindo soterrando igarapé e as águas invadindo as moradas de sapé
Os barrancos vão caindo soterrando igarapé e as águas invadindo as moradas de sapé
Ribeirão, ribeirão, ribeirão